"Prevenção de infecções do Covid-19 exige sacrifício de todos"- Ilesh Jani


A PREVENÇÃO e resposta às infecções com o novo coronavírus em Moçambique exige dedicação e sacrifício de toda a sociedade, que deve respeitar as medidas de distanciamento social, as regras básicas de higiene e reduzindo o risco de infecções.

A leitura é do investigador e director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ilesh Jani, que em entrevista ao “Notícias” fala sobre os principais desafios do controlo desta pandemia.

Segundo ele, a experiência mostra que não há uma solução tecnológica capaz de conter a propagação do vírus,a não ser a tomada de medidas de prevenção pelasociedade.

“Países mais desenvolvidos que dispõem de todo o tipo de tecnologia não conseguiram prevenir o surto. A solução para este problema é social. Penso que constitui uma vantagem nós termos aprendido a lição a partir de outros países que a solução está no distanciamento social, nas medidas de higiene e na prevenção e controlode infecções”, disse.

O director-geral do INS revela que a maior preocupação da Saúde é que a maioria dos infectados (cerca de 80 por cento) é assintomática ou com sintomas ligeiros e,mesmo assim,servirem de fonte de transmissão da doença.

Por isso – destaca Ilesh Jani –,há necessidade de redobrar acções de prevenção,lavando as mãos frequentemente com água e sabão, evitando aglomerados,entre outros factores que favorecem a propagação do microrganismo.

“Este tipo de vírus respiratório é o pior pesadelo dos profissionais de saúde pública. Para algumas pessoas dá um resfriado, febre durante um dia e um bocadinho de tosse e depois passa. Esses casos, o sistema de saúde não consegue detectar, nem aqui nem emnenhuma outra parte do mundo”, esclareceu.

Explicou que com o distanciamento social, entre outras acções de prevenção, será possível evitar a saturação do sistema de saúde por internamento de doentes que vão necessitar de cuidados de saúde intensivos.

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