Mulheres do Niassa discutem sobre a importância do empreendedorismo
A
UPCN-União Provincial de Camponeses do Niassa e o FOFeN-Fórum das Organizações
Femininas do Niassa, realizaram, em março do ano passada, na Cidade de
Lichinga, uma Conferência Provincial, por ocasião das comemorações da Semana da
Mulher. O encontro, que visava debater assuntos atinentes ao acesso à terra e
ao emprego, pelo género feminino, contou com a participação de cerca de 100
mulheres, oriundas de diferentes distritos da Província de Niassa,
nomeadamente, Mandimba, Cuamba, Mecanhelas, Majune, Chimbunila e Cidade de
Lichinga.
Na
ocasião, acoligação das agremiações organizadoras apresentou uma mensagem de
reconhecimento e valorização da mulher, pelo indispensável contributo e empenho
nos processos de desenvolvimento do país; de homenagem e congratulações pelos
inerentes avanços registados, ao longo do tempo; e de encorajamento para a
contínua luta pela sua afirmação, empoderamento e igualdade de direitos,
sobretudo, no acesso às oportunidades.
No
encontro, Marinela Dias, empreendedora no ramo hoteleiro, destacou a
importância de se ter mais mulheres empreendedoras, com vista à autonomia
financeira. Segundo ela, não foi fácil chegar ao estágio em que se encontra
actualmente. Teve que passar, com determinação, por cima de entraves de vária
ordem, entre eles, o preconceito. “Muita gente desacreditou-me no início,
alguns deram-me nomes feios, tantos outros torceram pela minha falência; mas
persisti, e hoje estou aqui contando, orgulhosamente, a minha história de
sucesso”.
Foi
decido no encontro que continuar-se-á a:
- Desenvolver acções de sensibilização das mulheres, para que adiram à alfabetização, com vista ao fortalecimento das suas capacidades intelectuais.
- Facilitar a comunicação permanente entre as mulheres camponesas e as empreendedoras, com vista ao intercâmbio e troca de experiências, no âmbito, sobretudo, da capitalização da produção agrícola.
- Facilitar a celebração de acordos de fornecimento de produtos da machamba, entre as mulheres camponesas e as instituições hoteleiras, sector da saúde, internatos e creches.
- Sensibilizar as mulheres a saberem valorizar o DUAT, e capacitá-las sobre os seus direitos à luz da legislação sobre a terra.
- Providenciar sessões de trocas de experiências entre mulheres camponesas, com vista ao fortalecimento das suas capacidades, à aquisição de mais conhecimentos e à capitalização dos seus rendimentos agrícolas.
Fonte:
UNAC.

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